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sábado, 5 de setembro de 2015

Angel Olsen @ CCVF Guimarães 5/9/15

Black Velvet Voice in a White Fire





In a green grass floor, a starry sky and Angel Olsen, it's a good way to unfucktheworld






This one doesn't do you justice...


quinta-feira, 22 de março de 2012

Feist @Coliseu Porto 19/03/12

Apesar de preferir o M Ward na primeira parte, a verdade é que Fionn Regan não desiludiu e conseguiu captar a atenção de bastantes dos presentes. Para quem teve o primeiro contacto com ele, terá ficado bem impressionado e para quem já o conhecia reparou que em palco é tão bom como em estúdio.




Com uma simpatia (talvez) típica dos canadianos e muito comunicativa, Feist conquista de imediato o público do coliseu que já por si se encontrava bastante expectante pelo concerto.



Detentora de uma voz poderosa e energética, mas que rapidamente se transforma em quase murmúrio que nos embala em melancolia. As quase 2h de concerto passam por nós sem sequer darmos conta, não fossem os "encores" quase não haveria noção temporal.


Destaque ainda para umas Mountain Man, excelentes no acompanhamento vocal e sonoro, sem dúvida a ouvir mais atentamente.


Class: Trillian Astra

segunda-feira, 12 de março de 2012

A Naifa @ OMT 9/3/12

Torna-se difícil ser imparcial relativamente à Naifa, conseguem tornam um simples concerto, numa conversa de amigos em que se atinge uma intimidade como se já nos conhecêssemos há anos.
Com um alinhamento a mostrar o novo álbum, não foram esquecidas algumas das músicas mais conhecidas, assim como uma sentida homenagem ao saudoso Aguardela e ainda umaadaptação fantástica de um poema de Regina Guimarães que por sua vez já tinha sido adaptado pelos Três Tristes Tigres. Tudo isto levou a um grande concerto que só pecou por ter sido curto, mas a verdade é que o tempo é sempre curto quando se está a gostar.


Fica o single do novo álbum "Não se deitam comigo corações obedientes"


Class: Heart of Gold

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Smashing Pumpkins @ Campo Pequeno (Lisboa) 8/12/11

Com o Campo Pequeno esgotado e apesar do frio que se sentia lá fora, estavam reunidas as condições para um concerto de proporções notáveis, após 4 anos de ausência por palcos portugueses.







Apoiado nos alinhamentos anteriores a minha expectativa estava perfeitamente realista quanto ao facto de irem promover o novo álbum que só vai sair em 2012, em detrimento das "velhas glórias". O que se compreende, é tempo de seguir em frente e apresentar novas ideias, não ficar sempre ligado ao passado, concordo plenamente. Encontrava-me portanto perfeitamente receptivo às novas músicas, algumas das quais já puderam ser escutadas pelo éter.
Aquilo que vi, foi algo triste. Um Billy Corgan bastante anafado e sem mobilidade (talvez devido a essa condição), incapaz de comunicar e ter empatia com o público, com uma banda sem alma e com ar de quem apenas estava a cumprir uma obrigação. Ao fim de cerca de 80 minutos, o Billy lá se dirigiu ao público para explicar que a baixista (desta vez morena), estava indisposta com males oriundos de Madrid.
Com uma predominância sonora e visual conseguiram tornar as músicas em tormentos de agonia de guitarras gritantes levadas ao extremo. Mesmo as musicas mais emblemáticas/conhecidas sofreram o mesmo desfecho. Poderia ter resultado se não fosse esse exagero barroco e se a atitude da banda?(será que é banda) ser fria e distante. Parece que não existem os Smashing Pumpkins, mas sim Billy Corgan e uma banda de suporte.
Poderia ter sido um concerto muito bom, mas não foi. Deixo alguns conselhos para uma próxima tournée, uma vez que para hoje já não deve ir a tempo.
- Billy, se queres ter a atitude de "god rock" em palco e usar e abusar dos rifs a torto e a direito, tens que ter uma atitude adequada a esse estatuto,  mexe-te mais um bocado em palco, fala com o publico, sê empático, vais ver que não te arrependes.
- Tenta diminuir discretamente o volume dos instrumentos e aumentar na mesma proporção os dos microfones vocais. Se tiveres algum problema na voz, temos chá de limão com mel e mebocaína®.
- Deixa os solos de guitarra surgirem, esporadicamente mesmo que sejam frequentes, mas não em TODAS as músicas, tem tendência a deixar de ser prazer e passar para tortura. Nós já sabemos que és um excelente guitarrista.
- Diminui um bocadinho a decoração do "set". Juro-te que aquelas "ventoinhas" giratórias só me faziam lembrar um misto entre roda da sorte e o preço certo, a certa altura até desejei que aparecesse por lá o Fernando Mendes, podia ser que desse alguma alegria à coisa...
- Qualquer pessoa sabe que "de Espanha nem bom vento, nem bom casamento". Para a próxima passas aqui primeiro e nós damos-te uma sopa da pedra e umas bifanas, vais ver que não queres outra coisa, mas depois tens que ir para o ginásio.
- Com baixistas louras sempre te deste bem, se calhar é melhor continuar a fórmula.
Mas conselhos à parte, o novo álbum parece ir no bom caminho, com uma atitude muito rock a fazer lembrar os tempos do Siamese Dream. É um misto entre curva descendente ao vivo e ascendente em estúdio. Repensa seriamente essa apresentação em palco e deixa de ter a mania. Melhor sorte para a próxima

Class: Entre Vogon e Zaphod Beeblebrox

domingo, 23 de outubro de 2011

Eleanor Friedberger + Euros Childs @ Museu Nacional de Machado de Castro, 8/10/ 2011

Como vai sendo habitual a Lugar Comum vai-nos brindando com concertos intimistas de artistas não muito conhecidos do grande público. Desta vez em colaboração com a RU(, tive a oportunidade de ver Eleanor Friedberger e Euros Childs. Ambos com créditos já estabelecidos no mundo da música; ela fundadora dos Fiery Furnaces e ele com uma carreira já longa que começou com os Gorky's Zygotic Mynci (tinha apenas 15 anos) e tem estado presente em vários outros projectos.
Eleanor presenteou-nos com a sua voz doce e algo melancólica num concerto capaz de nos transportar para um mundo idílico.

Eleanor Friedberger - That Was When I Knew


Euros Childs aparece com um ar desengonçado e detentor de uma cifose considerável, senta-se ao piano e oscila entre o louco e o genial sempre com um toque de humor britânico.

Euros Childs - Good Feeling


Class: Ford Prefect